segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fome diminui no Brasil, mas cresce no mundo

Fonte: Da Agência Brasil Foto: Divulgação

A maior participação da sociedade civil na elaboração de políticas públicas para alimentação e diminuição da pobreza são fatores que fazem com que o Brasil tenha motivos para comemorar o Dia Mundial da Alimentação, de acordo com a conselheira do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recini.

Entre 1995 e 2008, a pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita até meio salário mínimo mensal) caiu 33,6% no país, o que significa que 12,8 milhões de pessoas aumentaram seu rendimento. No mesmo período, 13,1 milhões de brasileiros superaram pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal), diminuindo em 49,8% a quantidade de pessoas nessa condição. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Como conquista na área neste ano, a conselheira citou a aprovação da Emenda Constitucional 64, que inclui a alimentação entre os direitos sociais estabelecidos na Constituição Federal e a assinatura da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Este documento define estratégias para assegurar a alimentação adequada e saudável em todo o país.

Outro motivo de comemoração destacado pela conselheira é o aumento da participação de setores civis, como indígenas, quilombolas e pesquisadores acadêmicos, na formulação das políticas públicas de alimentação por meio do Consea.

O cenário mundial, no entanto, não remete ao otimismo. Segundo o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Gustavo Chianca, em 2009, o número de pessoas que passam fome no mundo chegou a 1 bilhão em consequência da crise financeira mundial. “Nunca houve tanta gente passando fome no mundo”, disse.

Em protesto contra o aumento da pobreza, a FAO divulgou um documento que pede aos governantes que priorizem a erradicação da fome. O projeto One Billion Hungry (Um Bilhão de Pessoas com Fome) tem 1 milhão de assinaturas em todo o mundo. O Brasil é o terceiro país que mais colaborou, com aproximadamente 115 mil assinantes.

Segundo o coordenador de ações internacionais de combate à Fome do Itamaraty, Milton Rondó Filho, o Haiti é o país que mais recebe recursos do governo brasileiro destinado à ajuda humanitária internacional. Só este ano foram destinados US$ 265 milhões para os haitianos, enquanto todos os outros países que receberam ajuda brasileira receberam US$ 50 milhões.

sábado, 23 de outubro de 2010

ONG DCM SAÚDE - Colesterol: o perigo invisível

Fonte e foto: Divulgação

Sem apresentar sintomas, o colesterol alterado só pode ser diagnosticado através de exames periódicos

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% da população apresenta o colesterol LDL acima do ideal. Aqui no Brasil, este problema atinge de 12% a 15% da população - aproximadamente 22 milhões de pessoas. Um número bastante significativo, já que níveis altos de colesterol aumentam o risco de desenvolver doenças coronarianas, que ocorrem quando há a obstrução dos vasos sanguíneos pelo o acúmulo de gordura depositado nas artérias coronarianas.

Mas para combater o inimigo, é preciso conhecê-lo de perto. Existem dois tipos principais de colesterol. O HDL, conhecido como o colesterol bom, remove o excesso de colesterol no sangue, o que reduz o risco de formação das camadas de gordura. Já o LDL, o colesterol ruim, é o responsável direto pela formação destas camadas de gordura, que prejudicam a passagem do sangue através das artérias.

Os níveis de LDL aumentam devido à ingestão de gordura saturada, presente na carne, no leite e em derivados do leite, colesterol dietético, encontrado nos alimentos de origem animal, e gordura trans, formada no processo de hidrogenação industrial, que transforma óleos vegetais em gordura sólida.

Já os níveis de HDL podem ser aumentados através de uma dieta rica em gordura polinsaturada, presente na soja, no girassol e em peixes, e gordura monoinsaturada, encontrada nos azeites e frutas oleaginosas, como nozes e castanhas. Além disso, frutas, verduras e cereais integrais devem fazer parte de uma dieta saudável. Exercícios físicos também ajudam no controle do colesterol.

"Como o colesterol alterado não apresenta nenhum tipo de sintoma, além de seguir estas dicas de alimentação e exercício, é importante realizar exames periódicos para saber se os níveis de colesterol estão saudáveis", afirma a cardiologista Dra. Ana Cristina Camarozano.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A alimentação para mulheres de 40 anos

Fonte: Por Gabriela Pimentel * Foto: Divulgação

Numa época em que muitas mulheres, na faixa dos 40 anos, precisam se desdobrar nos papeis de esposa, mãe e profissional, num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, o estresse e a correria do dia a dia podem causar danos à saúde e originar, inclusive, doenças crônicas. Para lidar com tantas atribuições, sem sobrecarregar o organismo, uma grande aliada é a alimentação. Se for adequada, além de ajudar a evitar problemas de saúde, proporciona energia.

A alimentação deve ser variada e equilibrada, com a inclusão de alimentos fontes de fibras, antioxidantes e antiinflamatórios. Sem esquecer a ingestão de água, elemento fundamental. Mulheres que já estão no período da menopausa devem incrementar o cardápio com alimentos que contenham fitoestrógenos, pois auxiliam no alívio de alguns sintomas, como as ondas de calor. Para driblar tensões emocionais, a dica é incluir alimentos com nutrientes importantes para a produção de serotonina, neurotransmissor do bem-estar e do bom humor.

Nessa faixa etária, as mulheres encontram mais dificuldade para emagrecer. Isso ocorre devido a vários fatores, como a redução do metabolismo, alterações hormonais, qualidade do sono, ansiedade, estresse, depressão e estilo de vida. As mudanças hormonais podem contribuir, em parte, para o descontrole do peso. Portanto, cabe manter o equilíbrio do estilo de vida e de fatores psicossociais nessa fase para que se consiga também o equilíbrio do peso.

Realizar atividade física regularmente, dormir bem e buscar aliviar o estresse são cuidados-chave para a boa forma, bem como hábitos alimentares saudáveis como, por exemplo, fazer cinco a seis refeições por dia, alimentando-se a cada três horas. Isso mantém o metabolismo ativo, evita beliscos e que se chegue com muita fome à próxima refeição. É importante não deixar de tomar o café da manhã. Além de favorecer o aumento do metabolismo, há o dia inteiro para que a energia dessa refeição seja gasta.

Ingerir pelo menos dois litros de água por dia é fundamental, mas deve-se evitar a ingestão de líquidos às principais refeições, pois pode atrapalhar o processo digestivo. Realizar as refeições em locais calmos e não se alimentar em situações de estresse e nervosismo; alimentar-se em local adequado, sentado e não fazer nada diferente enquanto come, para que não se perca a noção do quanto e o quê se está comendo; iniciar as principais refeições pelo prato de salada, o que ajuda na saciedade; mastigar bem e devagar os alimentos até que estejam bem triturados; evitar alimentos gordurosos e calóricos e excesso de sal, temperos prontos, conservas e enlatados, assim como a ingestão de bebidas alcoólicas, refrigerantes e sucos artificiais, são medidas que contribuem para o equilíbrio do peso.

Alimente-se bem, saboreie suas refeições e tenha uma melhor qualidade de vida, aos 40, aos 50, aos 80 anos....

* Gabriela Pimentel é nutricionista e atende no BSpace Health Center, em Vinhedo. Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina, especializou-se em Nutrição nas Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, pelo Instituto Albert Einstein. É Pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional. Informações www.bspace.net.br

sábado, 16 de outubro de 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Solidariedade ONG DCM  -  Superando obstáculos

Fonte e Foto: Carina Seles, por Jornal Boqueirão

O desenvolvimento de um modelo de bengala para pessoas com necessidades especiais comprova que, com dedicação e vontade, obstáculos podem ser superados


Tudo escureceu com um murro. Em 2006, o técnico em Engenharia Eletrônica, Edson Moura, hoje com 42 anos, ficou cego do olho direito, resultado da pressão intraocular da agressão, resultando em um glaucoma. Algum tempo depois, devido a medicamentos e problemas de saúde, Moura ficou cego também do olho esquerdo.

Ao longo de sua vida, Moura, que também é formado em Administração de empresas e Ciência da computação e formação em desenho, sempre direcionou seus conhecimentos em prol às pessoas com necessidades especiais. Dois anos antes do fato que marcou sua vida, o técnico em Eletrônica idealizou um projeto social, Olhos Solidários/Ombro Amigo. “Fui preparado por Deus”, disse Moura, “já tinha desenvolvido o projeto antes de ficar cego”.
O projeto

O projeto Olhos Solidários/Ombro Amigo consiste em fabricar bengalas readaptadas a pessoas com necessidades físicas e visuais. Elas são feitas em fibra de carbono ou alumínio, e mais leves do que as tradicionais, podendo chegar a 100 gramas, no caso da fibra de carbono. As tradicionais chegam até 280 gramas. Moura fez uma releitura do material, com equilíbrio entre capacidade de impacto e resistência.

Inusitado, o engenheiro desenvolveu bengalas com materiais requalificados como segmentos de vara de pesca, bolinhas de pebolim com micro rolamentos, para facilitar locomoção de deficientes visuais, alça longa de celular, borrachinhas de cadeira e, no caso de bengalas de apoio, manopla da troca de marcha de carro. “As bengalas comuns são desajeitadas e pesadas. Não são feitas de cego para cego. Assim, fica difícil. O material, por exemplo, do apoio normalmente feito de plástico, dá calos”, afirma, “Desenvolvi uma bengala com o apoio do grip da raquete de tênis, muito mais confortável”.



São mais de 10 projetos com modelos diferentes, incluindo a bengala para natação. Nas competições paraolípicas, o nadador é avisado que está chegando ao final da piscina. A bengala readaptada é maior, com cerca de dois metros de comprimento e possui uma bolinha na ponteira, para não machucar o nadador ao ser avisado do fim da piscina.

Todo o trabalho de confecção é feito por ele, tanto em marcenaria quanto em serralheria. Moura corta os pedaços das bengalas fixas e dobráveis, com medidas exatas através de um gabarito, uma peça de madeira com as medidas em baixo relevo, em metros e em polegadas.
O tamanho também é diferente. As bengalas tradicionais são confeccionadas de acordo com a altura do cliente, diminuindo entre 40 a 50 centímetros, abaixo ao osso esterno. A bengala confeccionada pelo engenheiro é um pouco maior, permitindo que a pessoa fique mais ereta.

Dificuldades e preconceito

Segundo Moura, os próprios portadores estão quebrando o paradigma do preconceito. Bengalas personalizadas com glitter, pintadas de rosa, de dourado, com o símbolo do time, são os pedidos dos clientes que, mesmo não podendo enxergar, querem fazer moda. “Uma menina me ligou só por que descobriu que eu fazia bengalas rosa. Encomendou uma, sendo que antes não queria usar”, disse. O material é estilizado pelo plastimodelista Marcelo Torres Homem.

Além das ruas esburacadas, “em braile” como brinca o engenheiro, e dos perigos na parte superior do corpo, como árvores baixas, Moura atenta para um fato muito comum. Segundo ele, as pessoas quebram as bengalas na rua e não as repõem. “Apenas se desculpam rapidamente. O problema é que ninguém ajuda ao deficiente visual depois do acidente. Assim, ele fica com o prejuízo e sem o guia”, afirma.

A estilização, segundo Moura, ajuda as pessoas visualizarem a bengala, indicativo de uma pessoa que necessita de espaço para movimentá-la na frente do corpo.

Ele explica de forma filosófica o porquê há o preconceito. “As pessoas são criadas dentro da filosofia platônica, onde o diferente é bloqueado pelo cérebro. Quem enxerga não quer ver”, afirmou.

Doações

A Associação Bengala Leve, sob a presidência de Edson Moura, aceita doações para confecção de bengalas. As doações podem ser feitas de duas formas. A doação direta é feita no caso de compra para uma pessoa conhecida. A doação participativa é aquela na qual se junta dinheiro para doar uma bengala para um portador que ganha um salário mínimo.

O valor da bengala estilizada pode variar de R$25 a R$100, dependendo da arte gráfica. Sua meta é chegar a 500 bengalas por ano. “Isso seria muito satisfatório para mim e para as pessoas que não têm condições”, finalizou.

Para fazer a doação, o interessado deve depositar qualquer valor na conta destinada para doação participativa: Caixa Econômica Federal - Conta Participativa - Agência 0366 - Operação 013 - Conta 10765-7. Quem estiver interessado em fazer uma bengala sob encomenda deve depositar o dinheiro na conta para a doação direta e preencher o formulário de solicitação. Doação Direta - Agência 0366 - Operação 013 - Conta 8805-9. Mais informações: abenleve@uol.com.br ou 9714-5163/8111-3707/3012-9607.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pesquisa global mostra que um quarto de brasileiros doa

O World Giving Index, o estudo mais abrangente já realizado sobre doação no mundo, publicado hoje pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e Charities Aid Foundation (CAF), aponta que um quarto dos brasileiros doou dinheiro para as organizações sociais no último mês.


O estudo utilizou uma pesquisa feita pela Gallup sobre o comportamento de indivíduos em relação a doações em 153 países, cobrindo 95% da população global, para medir três diferentes tipos de comportamento – doações em dinheiro para organizações sociais, tempo utilizado para trabalho voluntário e ajuda a estranhos. O World Giving Index combina esses comportamentos para compor um ranking dos países mais generosos do mundo. A Austrália e Nova Zelândia são os primeiros da lista.

O Brasil aparece em 76ª posição do ranking, junto com a Argentina e a Nicarágua, onde também um quarto da população doa dinheiro e quase a metade ofereceu ajuda a estranhos no último mês.

Malta é o país com o maior percentual da população (83%) doando dinheiro. O Turquemenistão é o mais generoso em doar seu tempo, com 61% da população voluntariando para organizações. A Libéria é a primeira em ajuda a estranhos (76%).

“Essa é a primeira vez que o comportamento referente a ações de caridade foi medido abrangendo quase a totalidade da população mundial e é encorajador ver o Brasil na média da lista e vindo na frente dos outros países do BRIC”, diz Márcia Woods, Diretora Executiva do IDIS. “Entretanto, é uma oportunidade avançarmos no assunto, com a sociedade construindo propostas concretas para encorajar um comportamento mais generoso, seja por meio de uma legislação mais favorável para as doações em dinheiro, seja através do incentivo ao voluntariado.”

O estudo também compara se a felicidade ou a riqueza é um aspecto importante em influenciar a decisão sobre doar ou não dinheiro para organizações de caridade. Para todos os países, o IDIS/CAF comparou a força da correlação entre doar e o PIB dos países e a felicidade da população. Foi encontrado que a correlação entre a felicidade e doação é mais forte que a correlação com riqueza.

O Diretor de Pesquisa da Charities Aid Foundation (CAF), Richard Harrison diz: “O World Giving Index mostra que as pessoas são realmente generosas e cada país tem sua própria maneira de doar para organizações sociais, seja por meio de recursos financeiros ou tempo. Doar dinheiro para organizações é tradicionalmente visto como sendo motivado por quão rico a pessoa é. Contudo, fica evidente que a felicidade tem um papel importante em influenciar se uma pessoa doa.”

“A pesquisa sugere um ciclo virtuoso em que uma pessoa doa para uma organização, que provoca melhora na qualidade de vida de seus beneficiados, trazendo felicidade. E os beneficiados, em troca, são mais propensos a serem generosos.”

As informações são do IDIS

Foto: Divulgação