quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SAÚDE DCM - São Paulo reduz incidência dos 7 principais tipos de câncer

Fonte: Estadão Conteúdo, por A Tribuna Online

A cidade de São Paulo teve redução da incidência dos sete tipos de câncer mais comuns na população, entre os quais pulmão, cólon e reto, colo de útero, estômago e mama, aponta levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgado ontem, Dia Nacional de Combate ao Câncer. É o primeiro estudo de tendência com base nos dados coletados pelos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP). O trabalho avaliou dez capitais e a cidade de Jaú (SP), que tinham pelo menos oito anos de série histórica. No caso de São Paulo, os dados foram registrados entre 1997 e 2008.

Para a maioria das cidades, o estudo aponta aumento de casos de câncer de mama, cólon e reto, próstata e pele não melanoma. Mas há tendência de redução dos cânceres de estômago, colo de útero e pulmão. Para os pesquisadores do Inca, a situação se explica pelas melhores condições ambientais e sanitárias, queda acentuada no tabagismo e acesso a exames preventivos.

“Nem todo tipo de câncer permite ação profilática e preventiva, mas o câncer de colo de útero, que já foi o de maior incidência nos anos 1980, é altamente evitável e curável. Houve um esforço para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, que começa a produzir resultados e pela primeira vez se percebe uma tendência à redução”, diz o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini. As maiores reduções de incidência desse tipo de câncer ocorreram em Curitiba (-9,4%), São Paulo (-7,4%) e Palmas (-7,3%).

O diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês Paulo Hoff, afirma que, embora seja importante comemorarmos os bons resultados, o número absoluto de casos de câncer continua aumentando - são esperados cerca de 518 mil novos casos neste ano.

“A luta não está ganha, mas o estudo mostra que é possível obtermos avanços. Investimentos na prevenção podem trazer retorno para a sociedade”, afirma. Para ele, a geração de dados da realidade brasileira é fundamental. “É preciso entender as características dos tumores que atingem a nossa população".

A mortalidade por câncer de pulmão em homens caiu na maioria das cidades. Mas o fenômeno não se repete entre as mulheres. O coordenador-geral de Prevenção e Vigilância do Inca, Claudio Noronha, lembra que o câncer de pulmão leva de 20 a 30 anos para aparecer. “As ações de controle do tabagismo, iniciadas há duas décadas no País, já começaram a surtir efeito na incidência, mas ainda não chegaram à mortalidade. Entre as mulheres, a tendência ainda é de aumento, porque elas começaram a fumar cerca de 20 anos após os homens".

O oncologista Jefferson Luiz Gross, do Hospital A.C. Camargo, lembra que a queda de incidência e mortalidade do câncer de pulmão vem sendo registrada em todo mundo como consequência das estratégias antitabagistas. “Se tirássemos o tabagismo, o câncer de pulmão não existira ou seria raro”, afirma Gross, destacando que este é tipo de tumor que mais mata no mundo. São 1,5 milhão de mortes por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Metodologia

O estudo se baseou nos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), serviço que faz uma busca ativa pelos casos de câncer diagnosticados em hospitais, laboratórios e centros de imagem públicos e privados. Das capitais brasileiras, apenas cinco não têm o serviço - Rio de Janeiro, Maceió, Rio Branco, Macapá e Porto Velho.

Para calcular as estimativas de novos casos do Rio, o Inca parte dos dados de mortalidade e considera que o perfil dos pacientes da capital fluminense é semelhante aos de São Paulo, Vitória e Belo Horizonte, locais onde o registro está em funcionamento. A Secretaria de Saúde do Rio informou que desde o início do ano vem “construindo um projeto de trabalho com a Fundação do Câncer para aprimorar a atenção oncológica do Estado”. O programa, para os próximos dez anos, inclui o RCBP. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

SAÚDE DCM - Praia Grande disponibiliza testes rápidos de HIV


Fonte: PG Notícias, Por Antonio Cassimiro
   
Campanha ”Fique Sabendo” começa nesta quinta-feira (22), em oito locais, das 9 às 16h

Começa nesta quinta-feira (22) e vai até o dia 1º de dezembro a campanha “Fique Sabendo”, do Programa Municipal DST/AIDS/Hepatite, da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) em parceria com a Secretaria de Promoção Social (Sepros), cujo slogan é “Tire o peso da dúvida! Saber faz a diferença”. Testes rápidos anti HIV poderão ser feitos em oito locais de Praia Grande e os resultados saem em 15 minutos. Atualmente, pelo menos 850 pessoas recebem medicamentos antiretrovirais no Município para tratamento de AIDS, 150 a mais que no ano passado.

Exames também estão disponíveis nas 20 unidades básicas de saúde, das 7 às 10 horas, para HIV e sífilis, porém, nestes locais, os testes serão realizados de forma convencional e os resultados são conhecidos após 15 dias. Segundo a coordenadora do programa na Cidade, Simone de Lara Castro, para se submeter ao teste rápido, basta preencher uma ficha. “Entre outras informações, o interessado declara se tem ou não mantido relações sexuais desprotegidas”, disse.

Conforme a coordenadora do programa DST/AIDS, o uso de preservativo é recomendável mesmo nas relações estáveis. “Esta é a forma mais segura de evitar a doença, principalmente quando não se pode ter certeza se o parceiro teve ou não relacionamento com mais pessoas”, salienta.

Uma gota de sangue retirada do dedo é suficiente para determinar o valor do reagente e obter um diagnóstico com 99,9% de exatidão. O resultado é informado por um assistente social ou psicólogo. Em caso positivo, a pessoa recebe as orientações de como deve proceder para acompanhamento e receber as medicações, caso já tenha desenvolvido a doença. Quem não tiver o vírus, recebe as recomendações de praxe de como se prevenir.

Na Cidade, o tratamento é feito no Cemas, na Avenida Presidente Kennedy, 1.491, no bairro Guilhermina. Os testes anti HIV ocorrem das 9 às 16 horas nos seguintes locais:

Dia 22 – CRAS Forte;
Dia 23 – CRAS Esmeralda;
Dia 24 – Atacadão (Guilhermina);
Dia 25 – PS Quietude;
Dia 26 – CRAS Vila Sônia;
Dia 27 – CEMAS;
Dia 28 – CEMAS;
Dia 29 – Espaço Piaçabuçu (Bairro Mirim);
Dia 30 – CRAS Quietude;
Dia 1/12 – Atacadão.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

SAÚDE DCM - Dengue tem crescimento de 335,6% em relação a 2011 em Santos

Fonte: A Tribuna Online

Comparados com 2011, os números da dengue em Santos cresceram 335,6% de janeiro até o final de setembro deste ano, que em termos técnicos representa a 37ª semana epidemiológica. O verão ainda não chegou, mas os casos da doença na Cidade embalaram em uma curva ascendente que tende a subir ainda mais com a chegada dos dias mais quentes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, neste período de 2011 foram registrados 115 casos, confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz. Agora, as confirmações chegam a 501. Neste ano de 2012 já são 377 casos a mais que em todo o ano anterior, que somou 124 registros.

E a diferença não está apenas no aumento de casos. Outro diferencial é a circulação do sorotipo 4, que foi identificado em Santos pela primeira vez em fevereiro deste ano e contabiliza 55 casos.

Apesar disso, a dengue clássica, sem complicações, ainda representa a maioria das manifestações, tanto que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não há registro de óbitos neste período.

“Mas nós não podemos banalizar o diagnóstico de dengue”, alerta a médica infectologista e chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Iraty Nunes Lima. “Nós estamos e temos que continuar com uma preocupação permanente. É uma doença que pode complicar e até matar”, diz.

Segundo Iraty, a dengue é uma doença característica de áreas com grande concentração humana, alta umidade e que se intensifica em temperaturas altas. “Apesar disso, vemos que com as mudanças climáticas, os casos de dengue não são interrompidos no inverno”.

Ainda não existe vacina contra a dengue, o que pode acontecer daqui a quatro anos. De acordo com Alexander Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, que desenvolve estudos para a vacina, os testes em humanos ainda aguardam liberação.

“Embora já tenhamos obtido a aprovação por parte do comitê de ética da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ainda aguardamos a aprovação por parte da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Esperamos que a aprovação venha em breve”, afirma Precioso.

No período de estudos da vacina, Santos será uma das possíveis cidades a serem incluídas na Fase III, o que deve acontecer entre 2013 e 2014. 

Estratégia

Na tentativa de não deixar aumentar os casos de dengue, a Prefeitura de Santos conta com uma equipe de 176 agentes de controle de vetores, que trabalham exclusivamente no combate à doença. As ações são intensificadas com mutirões nos bairros, que neste ano já chegaram a 20.

Além disso, toda a rede de Saúde do Município (unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família e pronto-socorros) disponibiliza o teste NS1, ou teste rápido, que facilita o diagnóstico e o tratamento precoce até o terceiro dia do início dos sintomas.

A Secretaria de Saúde finaliza neste mês a capacitação com as equipes de pronto-socorros e já estão programadas capacitações para a rede privada em novembro, entrando na temporada com o sistema de saúde da Cidade reciclado em relação à doença.

Por outro lado, a população também tem que colaborar, convoca Iraty. Para facilitar a informação, há um canal à disposição da comunidade na internet, com dicas de como se prevenir e sintomas da doença.


SAÚDE DCM - ANS fixa regra para planos de saúde oferecerem medicamentos

Fonte: Estadão Conteúdo, por A Tribuna Online

Operadoras de planos de saúde que quiserem firmar contratos para fornecer medicamentos de uso doméstico aos clientes terão que cobrir obrigatoriamente as seis doenças crônicas que mais afetam a população.

São elas: diabetes, asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva crônica, hipertensão arterial, insuficiência coronariana e insuficiência cardíaca congestiva.

A exceção serão os planos coletivos, que poderão negociar a cobertura com a empresa contratante. A decisão consta de resolução publicada ontem pela ANS (Agência Nacional da Saúde Suplementar).

Por lei, os planos são obrigados apenas a fornecer medicamentos em internações hospitalares e alguns ministrados em ambulatórios, como quimioterápicos.

Para vender produtos específicos de cobertura de medicamentos, as empresas terão que seguir a nova resolução.

Os contratos também terão que deixar claro o índice de reajuste, mas o preço cobrado pelo produto será definido por cada operadora.

A FenaSaúde, que reúne empresas do setor, não comentou a resolução até a conclusão desta edição. A Abramge disse que não iria se manifestar;